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VAI SE CONSAGRAR? PENSE NISSO!

Caros amigos e amigas,

Estamos nos aproximando do fim do ano, especialmente da Solenidade da Imaculada Conceição, dia 8 de Dezembro. Data que muitas pessoas e grupos escolhem para realizar a Consagração segundo o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Viirgem, de São Luís de Montfort.

Ficamos muito contentes ao ver o entusiasmo com que muitos descobrem e desejam viver a riqueza desta espiritualidade difundida no mundo todo e vivida como itinerário espiritual de santidade, inclusive por muitos santos que hoje veneramos.

Gostaria de partilhar com vocês algumas pistas para que este caminho de preparação seja fecundo, bem orientado e produza muitos frutos na própria vida e na comunidade onde nos encontramos vivendo a fé.

 

Consagração Total de si mesmo a Jesus pelas Mãos de Maria

Consagrar. Como entendemos isso? Certamente é preciso fazermos a nós mesmos essa pergunta pois para isso nos empenhamos na leitura do Tratado, na participação em palestras e grupos de preparação, nos 33 dias propostos pelo mesmo são Luís, a fim de realiza-la.

Podemos dizer de maneira breve que consagrar é “dedicar à”, “escolher para”, “sancionar, ratificar”

Também em outros níveis se usa a palavra consagrar. Se consagra o tempo (ao estudo, por exemplo), um contrato, uma pessoa por um recorde insuperável, etc.

Na Bíblia encontramos diversos testemunhos a respeitos de pessoas consagradas a Deus. Os Patriarcas, Moisés, Juízes, profetas, Reis etc. E nessa História a evidencia que ser consagrado nem sempre corresponde ao viver como consagrado. E isso vale para cada um de nós também.

De maneira especialíssima, singulísssima, inigualável, se encontra a Mãe de Deus, Maria de Nazaré, como Consagrada ao Senhor e à Obra de Salvação de seu Filho. São Luís de Montfort de uma forma muito eloquente e simples, com uma enorme perspicácia intelectual e o coração ardente por uma profunda experiência mística ao longo de sua história nos apresenta o lugar de Maria na História da Salvação e sua importância para nós como Mãe. È impressionante, por exemplo, a iluminação recíproca entre o Tratado da Verdadeira Devoção e o que nos diz o Concilio Vaticano II na Lumen Gentium, Capítulo 8.

Cada um de nós que já recebemos o Batismo também fomos consagrados. O Batismo verdadeiramente nos consagra, e pelas suas consequências práticas somos chamados a viver dedicados a Deus, escolhidos para a missão de viver preocupados pelo seu Reino

Uma das coisas que Montfort deseja, dita explicitamente por ele, é que renovemos nosso Batismo, o essencial da nossa pertença a Jesus Cristo, que vivamos nossa consagração batismal entregando-nos a Maria Santíssima como seus filhos e servos.

È muito importante que ao longo desse caminho de leitura, meditação, oração, anotações, gestos concretos de compromisso, enfim de preparação, confrontemos a percepção que temos da consagração proposta por são Luís de Montfort com as idéias que já temos sobre ela. Pois se estamos neste caminho é porque algo já ouvimos ou sabemos a seu respeito.

Sem pretender ser extenso numa ampla explanação sobre seus conteúdos, gostaria de apresentar algumas pistas, como princípios que não se podem perder de vista ao iniciar esse processo.

 

O que não é a consagração:

Não é um troféu para  perfeitos. Não se trata do coroamento de quem já está no mais alto grau da experiência espiritual. Lembremos, inclusive, que nessa “escada” se avança “pra baixo”...

Não é a ostentação de uma vaidade. Uma espécie de laurel a que tem direito os primeiros postos, não é um diploma de pós graduação cristã que se pode ostentar na parede como um título honorífico. É importante nesse sentido ponderar as manifestações exteriores que não podem nos distrair daquela que na vida de são Luis foi a maior e mais importante de todas: ser missionário. A Consagração foi pra ele a força que o movia à missão ao largo de toda a sua vida. E a missão a consequência de sua consagração e a exteriorização de sua pertença a Deus.

Não é um bilhete de acesso a uma elite espirtual, cristãos de outro nível mais elevado e superior, intocáveis, especialistas.

Não é uma redoma de proteção para quem deseja se preservar. Lembremos do Evangelho onde Jesus diz: “quem quiser salvar a sua vida vai perde-la”. Uma busca de proteção um tanto egoísta faz parte do espírito que deve animar o consagrado.

Não é um rito. A consagração tem um rito, mas não é um rito. Nos consagramos para vive-la. O dia da celebração não pode ser vivido como um ponto de chegada. Se consagra para a vida.

Não é uma volta ao passado. Também é muito importante entender isso, sobretudo a nível de grupos. Não se trata de implicar com a sensibilidade individual de alguém, ou mesmo com tradições antigas. O que precisa estar claro é que não se identifica de forma direta com a consagração a adoção de práticas antigas a respeito da vivencia da fé. Como se para ser consagrado se devesse necessariamente assumir um ou outro comportamento exterior, símbolo, rito. Existe um risco, já sentido em muitos lugares, de tentar identificar a Consagração com a sensibilidade de uma pessoa ou de um grupo. A consagração proposta por são Luís não tem em seu conteúdo, nas atitudes interiores que deve formar, nas práticas de devoção que a alimenta, o rosto de um grupo específico no que diz respeito à sua manifestação exterior.

Parece-me lógico dizer, ainda que nem sempre nos atenhamos a isso que para compreender, e melhor adentrar no espírito da consagração proposta por são Luís, é fundamental conhecermos sua vida e como o Tratado da Verdadeira Devoção se encontra dentro do legado espiritual que nos deixou através de seus escritos.

Nós que desejamos viver a consagração segundo o que propõe são Luis de Montfort é indispensável que nos perguntemos: quem foi são Luis? Onde e quando viveu? Quais são os fatos mais marcantes da sua vida? Como ele mesmo viveu essa consagração que propõe?

Todos sabemos disso: Você entende melhor o que uma pessoa quer dizer quando a conhece e sabe o que ela vive ou viveu.

De igual maneira, aprofundaremos mais no significado da consagração e na sua melhor compreensão se nos aventuramos também a conhecer outros de seus escritos. Entre eles, o Segredo de Maria, Carta aos amigos da Cruz, O segredo do rosário, O Amor da Sabedoria Eterna.

Este último de forma especial nos ajuda a compreender o Tratado dentro de seu itinerário espiritual como seguidor de Jesus. Nele, são Luís apresenta entre os meios para alcançar a Sabedoria Eterna e Encarnada, que é Jesus, o melhor e mais perfeito de todos os meios: Uma verdadeira e terna devoção à Santíssima Virgem. Podemos dizer de certa forma que daí “arranca” o Tratado.

A herança espiritual que herdamos de Montfort não é como uma fortuna que alguém recebe ao morrer um ente querido. Quando se recebe em herança, bens, dinheiro, por exemplo, a pessoa tem à sua disposição algo a ser gasto. Herdamos de são Luís uma herança inestimável, de valor infinito, de uma riqueza insondável. Mas não nos vem como  “Bens adquiridos” e a ser gastos como aprouver. Ela nos é entregue como “sementes” que precisam ser plantadas, cuidadas, cultivadas, a fim de que frutifique e se multiplique espalhando vida.

Entre outras muitas cosias que se poderia dizer, a Consagração é:

Um caminho de libertação e liberdade

Uma entrega

Uma relação com a Pessoa de Maria

Uma escola de seguimento de Jesus

Uma proteção sem se preservar

Uma atitude interior sem intimismo

Uma preocupação pelo Reino de Deus sem descanso

Um caminho perfeito, rápido, fácil e seguro para se unir a Jesus

 

Bom caminho!

Pe Guilherme, SMM