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VERDADEIRA DEVOÇÃO É QUESTÃO DE CORAÇÃO

Para S. Luís de Monfort a verdadeira devoção a Maria que nos  leva à entrega  total a Cristo, chama em causa o CORAÇÃO: esta prática é uma opção pessoal, feita com liberdade e por amor. Todas as formas exteriores da devoção a Nossa Senhora só têm sentido na medida em que manifestam a nossa pertença interior a Maria.

JESUS É O CORAÇÃO DA NOSSA FE (Fil 3,8) e Monfort: Ó Jesus Cristo, Deus do meu coração e minha herança: desapareça o meu coração dentro de mim, e sede Vós a viver em mim... (VD 67).

Ir a Jesus com o coração: o segredo para formar em nós o Cristo “ao natural” é MARIA. A atualização do segredo é toda uma questão de coração: e ele  a recebeu na sua casa (Jo 19,27). Por CASA aqui entendemos CORAÇÃO: acolhendo Maria na nossa casa (coração) estamos vivendo uma profunda intimidade-unidade com e em Cristo. Monfort fala bem claro que “o essencial desta devoção consiste no INTERIOR” (VD119). Esta devoção é “interior, afetuosa, santa, constante, desinteressada” (VD 105-114). E as práticas interiores são o coração da consagração que nos faz livres em Cristo e por Cristo. As práticas interiores  se resumem em 4 palavras: fazer todas as nossas ações por meio de Maria, com Maria, em Maria e por Maria para chegar a meta final de fazer tudo por meio de Jesus, com Jesus, em Jesus e por Jesus (VD257).

O caminho formativo e apostólico do coração: estas 4 palavras representam um caminho que nos faz crescer no espírito e formam o nosso testemunho cristão.

POR MEIO DE MARIA: é a maneira do coração que nos faz crescer na CONFIANÇA. Colocamos a nossa confiança em Maria e crescemos como pessoas “de confiança”, capazes de inspirar confiança na nossa vida e no nosso testemunho de cristãos. “E’ preciso  fazer todas as  ações POR MEIO DE MARIA, o que significa que devemos obedecer em tudo à Ssma Virgem e deixar-nos guiar em tudo pelo seu espírito, que é o Espírito Santo de Deus” (VD 258). Para nos deixar guiar pelo espírito de Maria temos que crescer.

Na CONFIANÇA EM NÓS MESMOS favorecendo uma imagem positiva de nós mesmos; um constante trabalho interior; aceitar a nossa pobreza interior com simplicidade e respeito; aceitando alguém que nos oriente e nos acompanhe na nossa vida espiritual.

CONFIANÇA NOS OUTROS: nas pessoas que nos aceitam do jeito como somos; naquelas que carregam “energia positiva”; que nos ajudam no nosso crescimento espiritual; que entram em contato conosco e com os outros “de coração para coração”.

CONFIANÇA EM MARIA porque Ela mesma está carregada de “autoestima” quando se apresenta como “a Serva do Senhor” (Lc 1,38). No seu coração Maria se sente “a cheia de graça”  e profundamente amada porque “Deus colocou  o seu olhar de amor sobre a minha humildade” (Lc 1,48). Maria merece a nossa confiança porque é uma mulher que “medita tudo no próprio  coração” (Lc 2, 19.51). Merece a nossa confiança porque olha a pobreza dos outros com respeito: “Falta vinho!” (Jo 2,3). Não fala com os noivos ou com o responsável da festa mas diretamente com Jesus. Maria merece a nossa confiança porque acredita na nossa capacidade de fazer coisas novas: “Façam tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Assim, POR MEIO DE MARIA, significa “renunciar ao  seu próprio espírito” (VD 259) para nos deixar guiar do espírito de Maria que é “suave e forte, zeloso e prudente, humilde e corajoso, puro e fecundo” (VD 258).

CONFIANÇA NO OBJETIVO: viver a nossa vida POR MEIO DE MARIA nos leva a alcançar o objetivo da nossa vida espiritual. “ E’ necessário unir-se  por Maria a intenções de Jesus Cristo, istoé, colocar-se como instrumento nas mãos da SSma Virgem, para que Ela opere em nós, de nós e para nós, como bem lhe parecer, para maior gloria do seu Filho e, pelo seu Filho Jesus, para a gloria do Paii” (SM 46).

 

Se não corremos alguns riscos para Deus, nada significativo se faz para Ele (C 27).

 

Pe. Luciano Andreol SMM