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Preparação para a Consagração total a Jesus Cristo pelas mãos de Maria, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja

Neste livro você vai encontrar dia a dia um itinerário para se preparar ou renovar a consagração a Jesus por Maria segundo o método de são Luis de Montfort.
Conforme as próprias indicações no Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, nele contem as orações para cada etapa do caminho e a proposta de meditação para cada dia da preparação. Serão 33 dias, como o mesmo são Luis nos convida, a dedicar-se a: DESPRENDER-SE DO ESPÍRITO DO MUNDO; CONHECER-SE A SIM MESMO; CONHECER A MARIA; CONHECER A JESUS.
Com linguagem direta e simples se apresenta como um livro muito útil para quem se prepara para a consagração e quem a renova. 

 

 

 

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A Vivência da consagração - Testemunho da Dra. Daniela Freitas

Testemunho da Dra. Daniela Freitas

A CONSAGRAÇÃO A VIRGEM MARIA

Não há criancinha que crescendo na igreja de Jesus Cristo não tenha em algum momento entoado hinos de amor à sua mãe Maria... e rezado ao menos uma Ave Maria em toda sua infância, e não tenha se deparado com sua beleza nas várias imagens que lhe são dedicadas como uma doce recordação de sua presença no meio de sua igreja.

Não há adulto que ao longo de sua vida não se recorde de ter louvado, clamado, ou amado esta terna mãe ... que não conheça ao menos um refrão... uma estrofe de uma doce canção que recorde este amor nascido já na infância....

“Ave maria, mãe de Jesus...

o tempo passa, não volta mais...

tenho saudade daquele tempo

que eu te chamava de minha mãe...”

 

ou mesmo... “Mãezinha do céu, eu não sei rezar... só sei repetir eu quero te amar!”

Este primeiro amor sempre vai estar lá em nossa alma... como inscrito está o amor de Deus em nós!

Tenho pra mim que ao receber a graça santificante do batismo, e nos inserirmos no corpo místico de Cristo, somos também inseridos e gravados neste coração da mãe, de forma especial.

Assim eu também...

Como muitos, em meu caminho de conversão, nutria este amor a Santíssima virgem Maria, sabendo ser ela digna mãe de Deus e também nossa, conforme Jo 19, 26-27 (Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse a mãe: “Mulher eis o teu filho!”. Depois disse  ao discípulo: “Eis a tua mãe!”)

Mas faltava algo nesta relação maternal... havia uma distância entre o que minha inteligência e mente eram capazes de entender e crer pela palavra de nosso Senhor Jesus Cristo e o que a alma e o coração eram capazes de perceber e viver...! Na verdade estas palavras tão belas não estavam gravadas na minha alma!

Poderia dizer que eu sentia um aconchego, admiração e simpatia por aquela que era a mãe de nosso senhor Jesus.

Decidir pela consagração à Virgem Maria foi uma decisão de escolher dar as mãos àquela criatura que mais de perto viveu a história da salvação humana e a história de amor de um Deus que se fez homem por cada um de nós!

Decidir ter intimidade com esta mãe... conhecê-la de perto! Querer dar as mão a ela! Querer viver com ela! Reconhecer que como Jesus vivo está, também ela viva está! E cuidando de nós, como nos ensina a santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Então embora não me considerasse digna decidi me consagrar. Decidir ter a coragem de quem se vê e vê que há tantas mazelas e misérias, mas decide acolher o auxílio materno para ser melhor... para ser uma nova pessoa que assume o desejo de ser parecida com sua mãe!

Em Janeiro de 2013 na minha paróquia Nossa Senhora de Fátima, por um graça e presente da mãe, fui inserida em um grupo, “FILHOS DE MARIA”, criado pelo então padre que nos assistia nesta paróquia, Pe Ricardo José Caricatti. Este grupo tem por espiritualidade central, em semelhança à espiritualidade Monfortina, a devoção total à Santíssima Virgem Maria.

Foi então que conheci este método de consagração à virgem Maria.

Podemos nos consagrar a ela de várias formas, mas foi através deste método que encontrei a perfeita relação com aquela que decidi aceitar, não na mente ou na inteligência, mas de todo meu coração e entendimento, como mãe de Deus e dos homens, como minha mãe!

Neste método há um período de preparação, de estudos e aprofundamentos de conhecimentos sobre a virgem Maria. Quem é esta senhora???

E vários exercícios espirituais que vão nos auxiliando a abrir a alma a tudo que estamos conhecendo sobre esta mãe, nossa mãe... e neste período já contamos com este auxílio tão grande desta nossa intercessora, tão onipotente em suas súplicas.

Por que nos consagrar?

Entendi que para viver esta conversão dia- a dia e conhecer e amar verdadeiramente nosso Senhor Jesus eu precisava deste auxilio, porque me vi incapaz, por mim mesma, de ter para com meu Deus uma relação de amor, fidelidade e caridade, constância e fé, generosidade e entrega. Me vi necessitada do auxílio, da orientação, do sustento, daquela que mais perfeitamente amou seu Deus e foi toda plena do Espírito Santo! Ela sim poderia me indicar o caminho, me auxiliar nas quedas, não me deixar afastar...

Assim este método tem objetivo não de nos levar à criatura “Maria” mas é uma forma de mais perfeitamente ser todo consagrado a nosso salvador e Senhor, nosso Senhor Jesus Cristo!

Confesso que não me sentia preparada, mesmo após todo o período de preparação, nem era capaz de dar com a minha vida toda a resposta ao meu Jesus e a sua mãe Santíssima.

Mas fui caminhando aos poucos, sempre confiando no auxilio e na presença dela e sempre suplicando que me ensinasse a viver esta verdadeira consagração que consiste em ser escravo de Jesus por meio de Maria.

Após a primeira consagração, as coisas foram modificando e a primeira mudança foi na minha vida de oração. Ao assumir com a Virgem Maria o compromisso de encontrar-me com Ela nas orações que são deveres dos consagrados, aos poucos ela foi incorporando em mim um desejo grande pela oração, que depois passou a ser uma necessidade, constante e diária, incessante...

Foi se apresentando a mim com suas virtudes tão belas e encantadoras sobretudo a humildade, a caridade, a fidelidade, a castidade, e isso foi criando na minha alma um desejo de mudança... com isso foi mudando meu comportamento, minhas atitudes, meu vestuário, minhas escolhas e decisões, minha disponibilidade ao meu Jesus. Claro que estou bem longe de onde devo alcançar mas este processo é algo que viverei enquanto nesta vida estiver... sempre contemplando e buscando no exemplo dela o que devo ser, e sabendo que quando não puder ela vai me auxiliar. Percebo que a cada ano quando renovo minha consagração Ela vai me fazendo ser um pouco melhor... e vai produzindo mudanças reais na minha vida, nos meus relacionamentos, no meu trabalho.

E assim após a consagração foi modificando meu relacionamento com seu Filho Jesus, tornando-me mais dócil a ação do Espírito Santo de Deus, à Palavra de Deus... Ensinando-me a acolher com simplicidade a Palavra de Deus... e a guardar no coração as palavras, as promessas... a acreditar! A ter fé! A desejar adorá-lo na santa Eucaristia e a compreender sua presença real!

Ensinou-me a caminhar com Jesus nos momentos de dor e sofrimento, nas decepções e frustrações, e a esperar sempre com alegria pois dela se diz: FELIZ!

Maria nos ensina a ter uma alma como a dela, agradecida e feliz, de quem se sabe amado tudo que há para ser amado por seu Deus...

Lc 1,42: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre!”,

 Lc 1,45-46: “feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do senhor será cumprido! A minha alma engrandece ao Senhor e meu espírito se alegra em Deus meu Salvador.

Assim posso testemunhar que tudo que tenho devo a Maria!

Sou grata a Ela e por isso com Ela posso dizer: minha alma engrandece ao Senhor!

A Ela, através desta consagração, devo todas as mudanças de meu caráter, todos os crescimentos das virtudes, todas as fortalezas para vencer as tentações e me afastar do pecado, todas as mudanças de meu comportamento pessoal, profissional...

A Ela devo o amor que hoje tenho ao meu Senhor e Salvador, nosso Senhor Jesus Cristo!

A Ela devo o amor que, em meu coração, fez brotar: pela igreja de nosso senhor Jesus Cristo. De querer guardá-la sempre em oração, compreendê-la, amá-la incondicionalmente, obedecendo-a!

A Ela devo a esperança, a alegria, a confiança, a fé na Palavra santa de Deus!

A ela devo tudo!

Sei que tenho tanto para melhorar, para mudar, para aprender com meus irmãos e com meu Deus... Mas é por Ela que tenho a esperança de vencer a mim mesma, ao mundo e aos nossos inimigos espirituais ... pois a Ela foi dada esta autoridade, Gn 3,15: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirá o calcanhar”.

E assim de graça em graça, sempre com Ela espero  que algum dia poderei estar na santa glória, exultando e cantando louvores Àquele que merece de nós nosso tudo! Àquele que tanto nos amou e tudo se doou por cada um de nós, junto da virgem Maria !!!

TOTUS TUUS!!!

SOU TODO TEU Ó MÃE!!!

TUDO COM JESUS, NADA SEM MARIA!

Dra. Daniela Freitas

 


Mais Artigos.

 

 

Nova edição de "O Amor da Sabedoria Eterna"

"A Sabedoria Encarnada, em busca do ser humano recorre largos caminhos ou sobe o alto das mais altas montanhas, ora chega a porta das cidades, ora penetra nas praças públicas ou em meio das multidões, e grita em voz alta: a vocês homens, os chamo. Escutem-me. Venham a mim: quero dar-lhes a felicidade!" (ASE 66)

 

Com alegria e satisfação no dia 8 de setembro, festa da Natividade da Virgem Maria, nossa Mãe e Senhora, vem a público uma nova edição da grande obra de São Luís de Montfort. Sabemos de seu grande valor, tanto pela profundidade espiritual de nosso fundador, como por ser esta uma belíssima síntese de sua espiritualidade, oferecendo uma rica visão também para a compreensão do Tratado da Verdadeira Devoção.

 

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Assembleia Monfortina

Entre os dias 17 ao 27 de Janeiro de 2017, em Lima Peru se realizou o retiro e Assembléia dos Missionários Monfortinos da Delegação Geral Peru-Brasil. Foram dias muito especiais onde, conduzidos pelo padre Jorge Enrique, Conselheiro que vindo da Casa Geral em Roma, fomos conduzidos a uma atitude de silêncio orante a partir das experiências vividas e de como chegávamos ali em todos os níveis, iluminando-nos com a espiritualidade de nosso santo Fundador São Luís de Montfort. Após o retiro deu-se início à Assembléia, momento para, em clima de muita fraternidade, realizar as atividades próprias dessa reunião anual. Pedimos suas orações pela congregação de São Luís de Montfort que tanto amamos!

 

JÁ PENSOU EM SER UM SACERDOTE MISSIONÁRIO?

CRISTO NÃO É UMA OPÇÃO, ELE É A VIDA!

 

 

São Luís Maria Grignion de Montfort

Missionário Apostólico

 

Somos uma Comunidade de Sacerdotes e irmãos Missionários, fundados  por S. Luís de Montfort (1673-1716) por volta de 1705. S. Luís de Montfort, testemunha e mestre para a Igreja de hoje, propõe um caminho para viver e anunciar o Evangelho com maior Fidelidade: Renovação consciente do Batismo, Consagrando-se totalmente a Jesus Cristo pelas Mãos da Virgem Maria.

“Nossa Missão na Igreja consiste em revelar o Mistério da Salvação aos que não o conhecem e ajudar a redescobrir e aprofundar a quem já escutou a Boa Notícia, mediante uma tomada de consciência renovada do sentido de seu Compromisso Batismal” (Const. 9).

"Arrisque-se a descobrir sua verdadeira vocação!"

 

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Centro de Animação Vocacional Monfortina

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Eleição Superior Geral

 

ELEIÇÃO DO NOVO SUPERIOR GERAL

 

Reunidos em capitulo em Roma, os 52 capitulares

do Capitulo Geral da Companhia de Maria escolheram

 um novo superior geral.

                              PADRE LUIZ AUGUSTO STEFANI

 

 

O Pe. Luiz Augusto Stefani (Luizinho) nasceu em São Paulo no Brasil, dia 14 de agosto de 1959. Professou seus primeiros votos dia 10 de Janeiro de 1982 e foi ordenado padre dia 06 de Dezembro de 1985. Ele fala Português, Espanhol, Frances, Italiano e Inglês, e exerceu os ministérios seguintes:

-1989 – 1993: Paróquia São Luis Maria de Montfort em São Paulo.

-1993 – 1995: Paróquia são Luis Maria de Montfort em Joao Monlevade.

-1995 – 2000: Responsável pela animação vocacional do Brasil.

-2000-2003: Responsável pela Espiritualidade e Missão Monfortina na America Latina e Caribe.

-2001-2004: Conselheiro da delegação Peru – Brasil

-2003- 2006: Missionário em Uchiza, Nuevo Progresso (Peru).

-2006-2008: Experiência internacional na casa Geral, Vice como Geral.

-2008-2010: Economu Geral

-2009: Superior da Casa Geral e Procurador Geral

-2010 – 2013: Paróquia Santa Rosa de Lima, São Paulo

-2013-2017: Superior da Delegação Peru - Brasil

-11 de maio de 2017: eleito Vigésimo Segundo superior Geral da Companhia de Maria.

 

 

VAI SE CONSAGRAR? PENSE NISSO!

Caros amigos e amigas,

Estamos nos aproximando do fim do ano, especialmente da Solenidade da Imaculada Conceição, dia 8 de Dezembro. Data que muitas pessoas e grupos escolhem para realizar a Consagração segundo o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Viirgem, de São Luís de Montfort.

Ficamos muito contentes ao ver o entusiasmo com que muitos descobrem e desejam viver a riqueza desta espiritualidade difundida no mundo todo e vivida como itinerário espiritual de santidade, inclusive por muitos santos que hoje veneramos.

Gostaria de partilhar com vocês algumas pistas para que este caminho de preparação seja fecundo, bem orientado e produza muitos frutos na própria vida e na comunidade onde nos encontramos vivendo a fé.

 

Consagração Total de si mesmo a Jesus pelas Mãos de Maria

Consagrar. Como entendemos isso? Certamente é preciso fazermos a nós mesmos essa pergunta pois para isso nos empenhamos na leitura do Tratado, na participação em palestras e grupos de preparação, nos 33 dias propostos pelo mesmo são Luís, a fim de realiza-la.

Podemos dizer de maneira breve que consagrar é “dedicar à”, “escolher para”, “sancionar, ratificar”

Também em outros níveis se usa a palavra consagrar. Se consagra o tempo (ao estudo, por exemplo), um contrato, uma pessoa por um recorde insuperável, etc.

Na Bíblia encontramos diversos testemunhos a respeitos de pessoas consagradas a Deus. Os Patriarcas, Moisés, Juízes, profetas, Reis etc. E nessa História a evidencia que ser consagrado nem sempre corresponde ao viver como consagrado. E isso vale para cada um de nós também.

De maneira especialíssima, singulísssima, inigualável, se encontra a Mãe de Deus, Maria de Nazaré, como Consagrada ao Senhor e à Obra de Salvação de seu Filho. São Luís de Montfort de uma forma muito eloquente e simples, com uma enorme perspicácia intelectual e o coração ardente por uma profunda experiência mística ao longo de sua história nos apresenta o lugar de Maria na História da Salvação e sua importância para nós como Mãe. È impressionante, por exemplo, a iluminação recíproca entre o Tratado da Verdadeira Devoção e o que nos diz o Concilio Vaticano II na Lumen Gentium, Capítulo 8.

Cada um de nós que já recebemos o Batismo também fomos consagrados. O Batismo verdadeiramente nos consagra, e pelas suas consequências práticas somos chamados a viver dedicados a Deus, escolhidos para a missão de viver preocupados pelo seu Reino

Uma das coisas que Montfort deseja, dita explicitamente por ele, é que renovemos nosso Batismo, o essencial da nossa pertença a Jesus Cristo, que vivamos nossa consagração batismal entregando-nos a Maria Santíssima como seus filhos e servos.

È muito importante que ao longo desse caminho de leitura, meditação, oração, anotações, gestos concretos de compromisso, enfim de preparação, confrontemos a percepção que temos da consagração proposta por são Luís de Montfort com as idéias que já temos sobre ela. Pois se estamos neste caminho é porque algo já ouvimos ou sabemos a seu respeito.

Sem pretender ser extenso numa ampla explanação sobre seus conteúdos, gostaria de apresentar algumas pistas, como princípios que não se podem perder de vista ao iniciar esse processo.

 

O que não é a consagração:

Não é um troféu para  perfeitos. Não se trata do coroamento de quem já está no mais alto grau da experiência espiritual. Lembremos, inclusive, que nessa “escada” se avança “pra baixo”...

Não é a ostentação de uma vaidade. Uma espécie de laurel a que tem direito os primeiros postos, não é um diploma de pós graduação cristã que se pode ostentar na parede como um título honorífico. É importante nesse sentido ponderar as manifestações exteriores que não podem nos distrair daquela que na vida de são Luis foi a maior e mais importante de todas: ser missionário. A Consagração foi pra ele a força que o movia à missão ao largo de toda a sua vida. E a missão a consequência de sua consagração e a exteriorização de sua pertença a Deus.

Não é um bilhete de acesso a uma elite espirtual, cristãos de outro nível mais elevado e superior, intocáveis, especialistas.

Não é uma redoma de proteção para quem deseja se preservar. Lembremos do Evangelho onde Jesus diz: “quem quiser salvar a sua vida vai perde-la”. Uma busca de proteção um tanto egoísta faz parte do espírito que deve animar o consagrado.

Não é um rito. A consagração tem um rito, mas não é um rito. Nos consagramos para vive-la. O dia da celebração não pode ser vivido como um ponto de chegada. Se consagra para a vida.

Não é uma volta ao passado. Também é muito importante entender isso, sobretudo a nível de grupos. Não se trata de implicar com a sensibilidade individual de alguém, ou mesmo com tradições antigas. O que precisa estar claro é que não se identifica de forma direta com a consagração a adoção de práticas antigas a respeito da vivencia da fé. Como se para ser consagrado se devesse necessariamente assumir um ou outro comportamento exterior, símbolo, rito. Existe um risco, já sentido em muitos lugares, de tentar identificar a Consagração com a sensibilidade de uma pessoa ou de um grupo. A consagração proposta por são Luís não tem em seu conteúdo, nas atitudes interiores que deve formar, nas práticas de devoção que a alimenta, o rosto de um grupo específico no que diz respeito à sua manifestação exterior.

Parece-me lógico dizer, ainda que nem sempre nos atenhamos a isso que para compreender, e melhor adentrar no espírito da consagração proposta por são Luís, é fundamental conhecermos sua vida e como o Tratado da Verdadeira Devoção se encontra dentro do legado espiritual que nos deixou através de seus escritos.

Nós que desejamos viver a consagração segundo o que propõe são Luis de Montfort é indispensável que nos perguntemos: quem foi são Luis? Onde e quando viveu? Quais são os fatos mais marcantes da sua vida? Como ele mesmo viveu essa consagração que propõe?

Todos sabemos disso: Você entende melhor o que uma pessoa quer dizer quando a conhece e sabe o que ela vive ou viveu.

De igual maneira, aprofundaremos mais no significado da consagração e na sua melhor compreensão se nos aventuramos também a conhecer outros de seus escritos. Entre eles, o Segredo de Maria, Carta aos amigos da Cruz, O segredo do rosário, O Amor da Sabedoria Eterna.

Este último de forma especial nos ajuda a compreender o Tratado dentro de seu itinerário espiritual como seguidor de Jesus. Nele, são Luís apresenta entre os meios para alcançar a Sabedoria Eterna e Encarnada, que é Jesus, o melhor e mais perfeito de todos os meios: Uma verdadeira e terna devoção à Santíssima Virgem. Podemos dizer de certa forma que daí “arranca” o Tratado.

A herança espiritual que herdamos de Montfort não é como uma fortuna que alguém recebe ao morrer um ente querido. Quando se recebe em herança, bens, dinheiro, por exemplo, a pessoa tem à sua disposição algo a ser gasto. Herdamos de são Luís uma herança inestimável, de valor infinito, de uma riqueza insondável. Mas não nos vem como  “Bens adquiridos” e a ser gastos como aprouver. Ela nos é entregue como “sementes” que precisam ser plantadas, cuidadas, cultivadas, a fim de que frutifique e se multiplique espalhando vida.

Entre outras muitas cosias que se poderia dizer, a Consagração é:

Um caminho de libertação e liberdade

Uma entrega

Uma relação com a Pessoa de Maria

Uma escola de seguimento de Jesus

Uma proteção sem se preservar

Uma atitude interior sem intimismo

Uma preocupação pelo Reino de Deus sem descanso

Um caminho perfeito, rápido, fácil e seguro para se unir a Jesus

 

Bom caminho!

Pe Guilherme, SMM

 

VERDADEIRA DEVOÇÃO É QUESTÃO DE CORAÇÃO

Para S. Luís de Monfort a verdadeira devoção a Maria que nos  leva à entrega  total a Cristo, chama em causa o CORAÇÃO: esta prática é uma opção pessoal, feita com liberdade e por amor. Todas as formas exteriores da devoção a Nossa Senhora só têm sentido na medida em que manifestam a nossa pertença interior a Maria.

JESUS É O CORAÇÃO DA NOSSA FE (Fil 3,8) e Monfort: Ó Jesus Cristo, Deus do meu coração e minha herança: desapareça o meu coração dentro de mim, e sede Vós a viver em mim... (VD 67).

Ir a Jesus com o coração: o segredo para formar em nós o Cristo “ao natural” é MARIA. A atualização do segredo é toda uma questão de coração: e ele  a recebeu na sua casa (Jo 19,27). Por CASA aqui entendemos CORAÇÃO: acolhendo Maria na nossa casa (coração) estamos vivendo uma profunda intimidade-unidade com e em Cristo. Monfort fala bem claro que “o essencial desta devoção consiste no INTERIOR” (VD119). Esta devoção é “interior, afetuosa, santa, constante, desinteressada” (VD 105-114). E as práticas interiores são o coração da consagração que nos faz livres em Cristo e por Cristo. As práticas interiores  se resumem em 4 palavras: fazer todas as nossas ações por meio de Maria, com Maria, em Maria e por Maria para chegar a meta final de fazer tudo por meio de Jesus, com Jesus, em Jesus e por Jesus (VD257).

O caminho formativo e apostólico do coração: estas 4 palavras representam um caminho que nos faz crescer no espírito e formam o nosso testemunho cristão.

POR MEIO DE MARIA: é a maneira do coração que nos faz crescer na CONFIANÇA. Colocamos a nossa confiança em Maria e crescemos como pessoas “de confiança”, capazes de inspirar confiança na nossa vida e no nosso testemunho de cristãos. “E’ preciso  fazer todas as  ações POR MEIO DE MARIA, o que significa que devemos obedecer em tudo à Ssma Virgem e deixar-nos guiar em tudo pelo seu espírito, que é o Espírito Santo de Deus” (VD 258). Para nos deixar guiar pelo espírito de Maria temos que crescer.

Na CONFIANÇA EM NÓS MESMOS favorecendo uma imagem positiva de nós mesmos; um constante trabalho interior; aceitar a nossa pobreza interior com simplicidade e respeito; aceitando alguém que nos oriente e nos acompanhe na nossa vida espiritual.

CONFIANÇA NOS OUTROS: nas pessoas que nos aceitam do jeito como somos; naquelas que carregam “energia positiva”; que nos ajudam no nosso crescimento espiritual; que entram em contato conosco e com os outros “de coração para coração”.

CONFIANÇA EM MARIA porque Ela mesma está carregada de “autoestima” quando se apresenta como “a Serva do Senhor” (Lc 1,38). No seu coração Maria se sente “a cheia de graça”  e profundamente amada porque “Deus colocou  o seu olhar de amor sobre a minha humildade” (Lc 1,48). Maria merece a nossa confiança porque é uma mulher que “medita tudo no próprio  coração” (Lc 2, 19.51). Merece a nossa confiança porque olha a pobreza dos outros com respeito: “Falta vinho!” (Jo 2,3). Não fala com os noivos ou com o responsável da festa mas diretamente com Jesus. Maria merece a nossa confiança porque acredita na nossa capacidade de fazer coisas novas: “Façam tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Assim, POR MEIO DE MARIA, significa “renunciar ao  seu próprio espírito” (VD 259) para nos deixar guiar do espírito de Maria que é “suave e forte, zeloso e prudente, humilde e corajoso, puro e fecundo” (VD 258).

CONFIANÇA NO OBJETIVO: viver a nossa vida POR MEIO DE MARIA nos leva a alcançar o objetivo da nossa vida espiritual. “ E’ necessário unir-se  por Maria a intenções de Jesus Cristo, istoé, colocar-se como instrumento nas mãos da SSma Virgem, para que Ela opere em nós, de nós e para nós, como bem lhe parecer, para maior gloria do seu Filho e, pelo seu Filho Jesus, para a gloria do Paii” (SM 46).

 

Se não corremos alguns riscos para Deus, nada significativo se faz para Ele (C 27).

 

Pe. Luciano Andreol SMM